Atleta sofre grave acidente no Alasca, mas não deixa a corrida de aventura.

Article about Marco Amselem from Brazil

Ficar dias sem dormir, enfrentar adversidades e animais selvagens, subir e descer montanhas. Companheirismo, espírito de equipe, paciência e conhecimento em primeiros socorros. Encarar a morte de perto. Dez anos atrás, Marco Amselem, de 30 anos, não imaginava que passaria por tudo isso e viria a ser integrante da Vidaraid, equipe líder no ranking do mundial de corrida de aventura. Em 2006, ele participou da primeira prova e nunca mais parou.

- Foi amor à primeira vista. Tivemos várias adversidades. Eu cheguei esgotado, não conseguia nem falar. Mas vivenciei um sentimento que me preencheu imensamente. E sinto ele até hoje toda vez que cruzo a linha de chegada.

Trabalho em equipe é um dos principais aspectos da corrida de aventura. Graças a esse espírito, Amselem se salvou de um grave acidente durante uma prova no Alasca, em julho. Ele caiu em uma fenda glacial de aproximadamente 7 metros de altura e deslocou um braço. Foram horas de sofrimento até o resgate chegar e a Vidaraid precisou abandonar a prova. Para ele, foi um dos momentos mais difíceis que enfrentou em uma prova.

- Em corrida de aventura não existe individualismo, sempre pensamos nos quatro integrantes para tomar qualquer decisão. Minha equipe fez um belo trabalho me segurando e impedindo que eu continuasse caindo. Tive muita sorte também de ter outra perto que ajudou a me tirar da fenda. A gente continuou mais algumas horas até um refúgio e lá ficamos até a manhã seguinte, à espera do helicóptero.

Passar dias sem comer direito, dois a três dias sem dormir, gastando energia e sentindo diferentes dores no corpo abalam o emocional. Por isso, paciência, compreensão e autocontrole são qualidades necessárias para participar de corridas de aventura.

- É importante ser flexível e compreensivo. Não levar nada para o pessoal durante os momentos difíceis que a equipe enfrenta. Todos os integrantes passam por altos e baixos, ninguém consegue se sentir bem o tempo todo.

Depois de encarar tanta adversidade o atleta merece alguma recompensa e é isso também que o mantém no esporte. Passar por lugares remotos, selvagens e em que ninguém nunca esteve antes, estar em contato direto com a natureza, ir além dos próprios limites e aprender a dar valor as menores coisas da vida são alguns dos presentes.

- É indescritível. Conhecemos lugares impressionantes, culturas diferentes. E o mais incrível de tudo, atingimos um nível de autoconhecimento que dificilmente é alcançado no nosso dia a dia. Desfrutamos a complexidade do nosso corpo em um estado de total transcendência e sensibilidade. Eu amo fazer corridas de aventura e espero poder competir por muitos anos ainda. - finaliza.

From: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/corridas-e-eventos/noticia/2015/09/atleta-sofre-grave-acidente-no-alasca-mas-nao-deixa-corrida-de-aventura.html


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